sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A quem serve a Escola?

Via
Esta última notícia, sobre o alargamento do horário escolar, tem causado grande celeuma. Como sempre, há quem concorde, e quem discorde. Quem veja aspectos positivos, e quem veja aspectos negativos. Mas quais terão mais peso?

Para os primeiros, é um problema resolvido; por exemplo, para pais que trabalham depois do actual horário lectivo. Deixam de necessitar de recorrer ao A.T.L., e com isso, menos um encargo no orçamento familiar. Ou então, as crianças passam a ficar resguardadas, em vez de deambularem pelas ruas entregues a elas mesmas
Além disso, quem não quer, não fica! O horário não é obrigatório.

Para outros, como os professores e profissionais educativos, é um problema que surge, com a possibilidade de horários incompatíveis com as suas próprias famílias. Receosos de verem os seus horários mais fragmentados, entre escolas, e localidades diferentes. 
Preocupados por anteverem alunos cada vez mais irrequietos e saturados da escola. 

Muito se supõe, porém, o facto é que Portugal ocupa já o 2º lugar de mais horas na escola.

O famoso psiquiatra Augusto Cury afirmou: " Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva.", atribuindo a responsabilidade aos pais, Escola e excesso de estímulos. Haverá quem lhe rebata o discurso, e se negue a ver nele uma realidade preocupante?

Podemos filosofar, todavia é certo que tudo se conjuga a favor do mercado de trabalho. Mercê da crise, as relações laborais tornam-se  cada vez mais insanas; reféns do medo ao desemprego e precariedade, os trabalhadores aceitam a disponibilidade absoluta, enquanto a remuneração vai em caminho inverso. Cada vez mais frequentemente, acumulam trabalhos. Indisponíveis para eles mesmos, e suas famílias. Para os seus filhos.
A nossa realidade promove a alienação de pais e filhos. Uns dependentes do trabalho, outros enclausurados em escolas e dependentes de consolas. O Estado, como um bom patriarca, assim o institui.   

Para fechar o ciclo, atam-se as pontas soltas; a escola fica aberta até às 19:30. Mas... alguém perguntou às crianças o que elas querem? O que elas precisam? O que elas sentem?

  

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Hamburger de Quinoa #Vegetariana



Nunca um hambúrguer me soube tão bem! Também adoro o de feijão frade, e hei-de partilhar aqui a receita ( quando a máquina fotográfica for mais rápida do que o meu apetite!), prometo. 

Hambúrguer de Quinoa
Ingredientes: 
300 gr de quinoa cozida
1 batata cozida
½ cebola picadinha
Salsa
sal e pimenta a gosto
Cominhos a gosto
pão ralado

Como fazer:  
Lavar muito bem a quinoa, passando-a por água corrente diversas vezes. Levá-la a cozer, numa proporção de um para dois, de água. 
Colocar a quinoa cozida num recipiente, com a batata em puré, a cebola e salsa picadinhas, temperar com sal, pimenta e cominhos; misturar tudo, salpicando um pouco de pão ralado. 
Formar os hamburgeres à mão, ou com ajuda de uma forma, envolver com pão ralado.
Untar uma sertã com óleo vegetal e grelhar, de um lado e de outro.

Servir no pão, ou no prato, com batatas fritas. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A oração dos cinco dedos

Catholic.net
No sábado passado, o programa "E Deus criou o mundo", na Antena2, era sobre a oração. A esse propósito, o representante da Igreja Católica mencionou a oração dos cinco dedos do Papa Francisco. Pareceu-me fazer todo o sentido
Uma estratégia perfeita; quando pensamos com o coração, é esse nível que se atinge - o da perfeição. 

1. O polegar é o dedo mais próximo. Então, começar a orar por aqueles que estão mais perto de si. Eles são os mais fáceis de lembrar. Orar por aqueles que amamos, é "um trabalho doce".
 
2. O próximo dedo é o indicador: Ore por aqueles que ensinam, instruem e curam. Eles precisam de apoio e sabedoria para conduzir outros na direcção certa. Mantenha-os em suas orações.

3. O próximo dedo é o médio, que na realidade e o mais alto. Lembra-nos de nossos líderes e os governantes, que têm autoridade. Eles precisam de orientação divina.
  
4. O próximo dedo é o anelar. Surpreendentemente, este é o nosso dedo mais fraco. Os pianistas conhecem-no por isso. Ele lembra-nos de rezar pelo mais fraco, o doente ou perturbado por problemas. Eles precisam de suas orações. 

5. E, finalmente, temos nosso dedo mindinho, o menor de todos. Este deve lembrá-lo de orar por si mesmo. Quando terminou a oração para os quatro primeiros grupos, as  suas próprias necessidades aparecerão na perspectiva correta, e estará preparado para orar por si mesmo de uma forma mais eficaz.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Um ano de dieta vegetariana


Quando, há um ano, mudei os meus hábitos alimentares tinha a certeza de que queria, de facto, dar esse passo. Porém, não estava totalmente segura de como seria esse processo; não queria sentir falta de carne e peixe.
Não queria sentir-me "desconsolada" com a minha nova alimentação.
Não queria que isso me trouxesse algum problema de saúde. 
Não queria ter que tomar vitaminas, ou qualquer outro suplemento que o organismo necessitasse, por já não estar incluído na minha dieta. 
E, sobretudo, não queria arrepender-me e desistir.

Portanto, talvez devido a tudo isto, dizer "sou vegetariana" foi algo que durante bastante tempo hesitei. E a primeira vez que o disse soou-me a falso; o que são algumas semanas, ou até meses, em toda uma vida de dieta omnívora?! 

Demorei imenso tempo a tomar a decisão, que acabou por acontecer numa fracção de segundo, precisamente para ter a certeza de que era uma mudança definitiva. Felizmente, nenhum dos meus receios se confirmou, até à data. 
Não me custa absolutamente nada abster-me de carne e peixe, nem sequer os meus (antigos) pratos preferidos me tentam. 
A comida vegetariana é muito reconfortante e apetitosa, de forma que,
confesso, por vezes como demasiado, apenas por gula! 
Sinto-me optimamente, as minhas últimas análises confirmam-no, e mantenho o peso ( 53 kg - 1.66 cm ), o que sendo eu naturalmente  magra, manter o peso é bom.  
Não me sinto nada arrependida desta mudança de dieta; num ano, nunca vacilei nem hesitei. Sou vegetariana. 

A dificuldade de alimentar-me fora de casa, fosse em férias, ou em casa de amigos e familiares, foi um ponto que desconsiderei. Quando as pessoas me começaram a questionar, simplifiquei dizendo que comeria o que houvesse para todos, excepto a carne e o peixe. E que levaria a minha comida quando isso fosse necessário, o que aconteceu na Páscoa, entre familiares, e no Verão, entre amigos. Para mim foi absolutamente normal, enquanto para os outros foi algo curioso; faziam-me perguntas, expunham dúvidas, davam mostras de perplexidade. Considerei razoável, afinal sou a primeira vegetariana da família, e entre amigos. Todavia, suspeito que não será sempre assim, outros tomarão o mesmo rumo, a seu tempo. 

Continuo, obviamente, a cozinhar carne e peixe, a minha família é omnívora, e por vezes cozinhar duas refeições diferentes é complicado. Adquiri então o hábito de cozinhar várias refeições e congelar; a diversidade na arca congeladora é muito prática e compensadora. E tenho também alguns truques, que o tempo e experiência me ensinaram; se a família tem uma refeição que inclui arroz seco, faço para mim uma omeleta, por exemplo. Ou salteio cogumelos com molho de soja, que envolvo no arroz. 

Sinto-me muito satisfeita com esta mudança, que considero ter sido um dos meus maiores sucessos em 2015. Sei que ninguém convence ninguém a mudanças destas; é algo que deve ser decidido a nível de consciência. Contudo, acredito que saber mais sobre a forma como os "alimentos" da dieta omnívora são criados e tratados, tomar conhecimento de que os animais também sentem, e percebem o processo de morte, são informações que nos motivam fortemente. A empatia é geradora de grandes mudanças no nosso íntimo, e se há coisa que este Mundo necessita é de empatia. 

Mais informação, aqui:
Vida Animal
Cantinho Vegetarian
ANDA
 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

E para este Carnaval?

O meu afilhado escolheu este. Mal posso esperar para ver o meu super-herói!
Já não falta muito para o Carnaval. As lojas já há algum tempo nos recordam que está na hora de escolher a fantasia, e as crianças, sobretudo, não nos deixam esquecer. Animam-se os pequenos com a profusão de disfarces, abrangendo todos os gostos; uns mais catitas, outros mais exuberantes, outros assustadores, outros alegres, de acordo com a diversidade das personalidades, ou das personagens da moda. 

Cá em casa o Carnaval servia, sobretudo, de pretexto para comprar mais uma fantasia, para se juntar ao "guarda-roupa" cénico que a Letícia mantinha. Porque todos os dias são bons para as crianças fingirem que são super heróis, piratas, fadas ou bailarinas e princesas; a minha filha, e amigas, adoravam vestir as fatiotas para melhor encarnarem as personagens que criavam ou recreavam. Vestidas a rigor, as brincadeira ganhavam outro colorido e interesse. Eu achava-lhes imensa graça!

Claro que sendo o Carnaval a data oficial, é pretexto para ultrapassar as quatro paredes e desfilar publicamente. Cada criança é protagonista da festa, seja em casa, na escola, ou caminhando pela rua. É a diversão cerimoniosa, com data prevista, e por todos aguardada.
E depois da festa? Passa tão depressa! Não faltarão oportunidades para envergar a fantasia; para além de brincadeiras intermináveis, pode, por exemplo, inspirar o tema de festa de aniversário. É só deixar a fantasia à vista, no guarda-roupa, junto ao outro vestuário!

O Vegaoo é um site de fantasias que disponibiliza milhares de disfarces e acessórios, para todos os gostos, interesses, tamanhos e preços. Para escolher comodamente em casa, sem stress, nem pressas; com envio expresso( no mesmo dia) chega ao domicilio num piscar de olhos. Não poderia ser melhor.

E bom Carnaval!  

Nota: texto em parceria com o Vegaoo

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Um dia no Museu

Musée des Beux-Arts de Lyon, Foto de Letícia
Ainda hei-de passar um dia inteiro num museu de Belas Artes. Estarei lá à hora de abertura, sem me preocupar com almoço e lanche, sem olhar para o relógio, saindo apenas quando o museu encerrar portas. 

Ninguém me acompanhará, nem combinarei hora e lugar para visitar seja o que for nesse dia.

Irei parar o tempo que quiser a admirar telas, sem ninguém a apressar-me. Voltarei para trás as vezes que entender. Sentar-me-ei num banco sem pressa, a contemplar, a devanear e a tirar notas, se o entender. 

E se por um feliz acaso, encontrar o mesmo velhinho, que discutia El Greco diante de uma tela deste pintor e da qual se afastava relutante, voltando uma e outra vez, com um acompanhante enfastiado, vou perguntar-lhe. 
Vou perder a minha reserva natural, e aquela que a boa educação me deu, e perguntar-lhe directamente o que vê de tão fascinante naquela tela.

Não sou exigente, sobre a sua localização, pode ser em Paris, Londres, Florença ou Amsterdam. Ou Lyon, pela 4ª vez. Mas desta vez, serei apenas eu. E isto não é ingratidão para quem teve paciência de me acompanhar repetidas vezes. É somente um grande capricho meu.