sábado, 26 de Julho de 2014

Tosta Com Frutos Vermelhos



Com o calor os doces de forno ficam em suspenso, mas a vontade de comer gulodices continua, portanto temos mesmo que recorrer a outras possiblidades. Esta foi feita a pedido da Letícia, para o lanche, num abrir e fechar de olhos.
E num piscar de olhos, desapareceu! Delicioso.

Tosta com frutos vermelhos*

Ingredientes:
2 ovos
100 ml de leite
30 gr de açúcar
50 gr de manteiga
4 fatias de pão
200 gr de frutos do bosque


Como fazer:
Bater os ovos, o leite e uma colher de sopa de açúcar num prato fundo. Molhar o pão,  embebendo-o muito bem de um lado e do outro.
Derreter a manteiga numa sertã larga, em lume brando. Fritar as fatias de um lado e do outro até ficarem em tom castanho-dourado.
Colocar no prato a servir e decorar com os frutos do bosque. Também fica muito bem com mel e canela.

* Receita retirada do livro "Livro de culinária para meninas", Aletheia Editores

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Cinema: Words and Pictures



Esqueci-me totalmente do nome do filme em português, porque desde o ínício  o considerei não somente um erro de tradução mas também um erro grosseiro no sentido do argumento. Ficaria muito mais correcto "Palavras e imagens", mas não, tinha que ter "amor" lá pelo meio!

Seria o primeiro filme para adultos que eu veria com o Duarte, e apesar do filme ser indicado para maiores de 12 anos, eu sabia que corria um certo risco. Já sabemos todos que estas definições de idade, no cinema, não são totalmente confiáveis. No entanto, tinha-me sido aconselhado por que me conhece bem, e também achei que a história poderia ser motivadora, para o meu filho. Talvez ele fizesse alguma ligação.

A história tem lugar numa escola secundária, onde um professor de Literatura, autor de sucesso, contudo vivendo vários problemas graves, de alcoolismo, desmotivação, e falta de inspiração, começa uma guerra com a professora de Artes Plásticas.
A questão é: - O que vale mais, a palavra ou a imagem?
Por sua vez, a professora é uma pintora consagrada que devido à doença se vê obrigada a viver naquela pequena cidade, para ter o apoio da família. Também ela está bloqueada no que diz respeito ao trabalho, desmotivada e com limitações físicas.

Esta "guerra" entre os dois professores que envolve os alunos, acaba por os motivar e envolver, de uma forma apaixonada. Até aí, os alunos comportavam-se como "droides" das tecnologias, segundo reclamação do professor, no inicio do filme.
Os próprios professores também  apaixonadamente se envolvem,  e esta competição entre imagem e palavra, provoca uma reviravolta na vida de cada um.

Os protagonistas são interpretados pelos excelentes actores Juliette Binoche e Clive Owen.
Gostei bastante do filme, e o Duarte também, o que me deixou muito feliz, nesta nossa primeira incursão cinematográfica, para adultos.

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

A Mãe que Mostrou o Umbigo da Filha

Fez correr mais " tinta" o facto de o Instagram ter apagado a conta da dita senhora, do que propriamente a repercussão da foto da criança. - Afinal, o que tem de tão errado publicar uma foto de uma menina a mostrar o umbigo? Pergunta a mãe furiosa. Há tantas fotos publicadas no site de corpos mais despidos!

Para esta blogger, cuja conta no Instagram existia há cerca de 4 anos, e onde partilhava fotos de família com regularidade, esta foto era apenas mais uma. O registo de um momento que ela, como mãe, achou ternurento, e quis partilhar com os seus seguidores.

Tenho a impressão, enquanto leitora, que a  busca de fotos e factos para partilhar com quem nos lê, extrapola o razoável, tamanha é a sede que a motiva. E as mães bloggers, lamento dizê-lo, estão na vanguarda deste fenómeno disparatado. Parecem mais frequentemente estar online na vida real, do que propriamente a viver o momento. Os filhos comem um gelado, tira foto. Os filhos tomam banho de espuma, tira foto. As crianças sorriem com a boca suja da sobremesa, tira foto. A criança levanta o vestido, tira foto!

Tira foto e partilha, é o modo em que se encontram constantemente. A rotina mais básica e corriqueira é registada com uma patente sofreguidão, para quem é vital recolher permanentemente matéria que alimente o blogue. E obviamente, como acontece quando há um défice de alguma coisa, a satisfação ultrapassa a saciedade. Passam-se limites.

O argumento de algumas bloggers é no mínimo incoerente, dizem que estão a registar momentos familiares. Que pretendem partilhá-los com amigos e familiares que vivem à distância. Se é por isso, as contas podem ser abertas apenas a convidados, como eu já tive, para os meus filhos.

Outro argumento apresentado é que no meio de tantas fotos de nudez, que parecem já não escandalizar, crianças semidespidas são apenas a imagem da inocência plasmada. Que a perversidade está nos olhos de quem as vê. Portanto, os pais sabem que as fotos podem ser vistas por quem as observa com inocência e por outros que não o fazem. Que podem ser inclusivamente guardadas e usadas em sites terríveis.

Mais, esquecem aqui um factor importante. As crianças não têm noção da exposição a que estão a ser sujeitas.
Já li diversos testemunhos de adultos que afirmam não gostarem, mesmo nada, da ideia de terem fotos suas, de crianças, partilhadas na internet. Eu também não gostava.

Na essência, este debate confronta duas questões:  a devassa da privacidade de alguém desprotegido, e falta de respeito. E o mais triste da questão é que ambos são consequencia de actos de quem deveria proteger as crianças acima de tudo.

Este caso, partindo desta foto, é uma  metáfora eficaz que ilustra bem a postura de muitas mães-bloggers, cujo olhar está focado apenas no seu umbigo. Deveriam levantar a cabeça e ver um pouco mais longe, pois a vida real está lá fora. Deveriam desfrutar mais do que a vida oferece, sem necessitarem de lentes para o fazerem. Até porque um dia poderão vir a ter que prestar contas aos filhos.

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

O meu Facebook

O FB não é para mim sala de estar, onde passe horas sentada, entretendo as visitas com conversa de circunstância.
Não é cozinha que me alimente, desperte apetites inconfessáveis ou frívolos desejos.
Não é janela ou varanda, de onde observe quem passa, como vai vestido, adivinhando os seus humores.
Não é quarto que me tranquilize, me convide ao sono ou me descanse.

Não é hall de entrada, onde cochiche baixinho, para o resto da casa não me ouvir, confidências e notícias privadas. Por isso, sabe tão pouco de mim, que não cessa de me perguntar, em que liceu estudei, com quem casei, e qual a minha religião.
Não é jardim publico onde me passeie na esperança de encontrar conhecidos, para trocar cumprimentos. 

O FB para mim, é apenas um corredor, de pequenas dimensões que atravesso rápido, para chegar ao outro lado. 

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

O Primeiro Concerto - One Direction


Desde o seu aniversário que a Letícia esperava por este dia. Quase um ano. Tempo que eu receei ser suficiente para esfriar esta paixão pela boys band. O que não aconteceu, mas poderia muito bem ter acorrido, devido à volatibilidade típica destas idades e ao tempo que demorou, que bem se proporcionava para isso.

As coisas mudaram imenso desde que era eu a frequentar estes eventos. Para começar, já era suficientemente crescida para ir apenas com amigas; os bilhetes eram comprados com uma antecedência muito razoável, nada que se compare a 9 meses! E, finalmente, dirigiamo-nos para o local, apenas no próprio dia e próximo da hora do concerto.

Ver nas notícias que as fãs dos One Direction começaram a acampar nos arredores do Dragão na quinta-feira, dispondo-se a dormir aí, no chão e ao relento, algumas com pais, outras sem, para assistir a um concerto no domingo seguinte, deixou-se atônita.
A minha filha começou intimamente a questionar-se o que fazia tranquilamente em casa. A perguntar-se se não deveria dirigir-se para o estádio, como as outras.

Quando começou esta loucura? Perguntava-me incrédula. Quando os pais começaram a permitir que acontecesse. E diziam nas entrevistas, a modos de explicação: O que fazemos pelos filhos!  Como se esta frase contivesse toda a essência do amor ilimitado que sentimos pela nossa prole.

Permitam-me discordar. E duvidar. Permitir que os nossos filhos frequentem eventos cada vez mais jovens, implica acompanhá-los e orientá-los. Não basta integrarem um grupo de amigas da mesma idade. Não é aceitável que lhes permitamos permanecer no local do concerto 4 dias a viver ao estilo sem-abrigo.

Mesmo nestas coisas fixes, das quais já mal nos lembramos e não sabemos quase nada, temos que ser nós a dizer-lhes como proceder. Ir para lá no próprio dia, nem sequer muito cedo, o mais próximo possível da abertura das portas ( condescendamos nisso), levando uma mochila com água, protector e algo para comer, para além do telemóvel. É o básico.

A grande maioria dos pais permanceu próximo do estádio do Dragão; muitos deles fizeram do shopping ao lado, sala de estar, onde comeram, dormiram, viram tv e de onde espreitaram para o estádio, observando o balouçar dos balões vermelhos e verdes. De onde certamente vibraram unicamente por imaginarem como as filhas estariam felizes dentro do recinto.

A Letícia esteve muito próxima dos rapazes. Nem queria acreditar quanto!
A minha estava a viver uma das experiências mais marcantes da vida dela. Algo que nunca esquecerá, assim como o facto de ter sido acompanhada pelo pai. Um esforço que vale a pena fazer, de modo a ficar colado para sempre a uma memória tão feliz.

Porque no fim de contas é isso que os pais querem fazer, proporcionar memórias felizes. Com condições e dentro do razoável.

quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Livros escolares - Comprar antes para comprar bem


Eu sei que o ano lectivo ainda mal terminou e para algumas pessoas ( sobretudo pessoinhas!) poderá ser algo desagradável começar já a falar em livros escolares, mas a razão para tal é boa.  Além disso, saber que a questão "livros" fica desde já riscada da lista, é um alívio. É que frequentemente alguns deles esgotam em Setembro. E não haverá descontos por essa altura. E depois das férias de Verão, a carteira estará mais delapidada do que antes.

A Wook está neste momento com uma campanha em que oferece 15% de desconto, mais portes de envio e ainda a possiblidade de pagar, em encomendas superiores a 60€, em três vezes.

Pode ainda procurar pelos manuais escolares em livros usados no OLXCustoJusto e Bibliofeira, o único onde os vendedores recebem feedback, o que imprime mais garantia de honestidade ao negócio. 

Ou então, colocar anúncios em supermercados na zona onde vive, a pedir especificamente os livros que precisará, dizendo que os compra, ou pedindo que alguém lhos dê. Não há mal algum nisso, até porque muitos livros escolares ficam em casa sem uso. Ou pior, vão para o Papelão.

Frequentemente é porque as pessoas nem sequer sabem o que lhes fazer; se for o seu caso, sugiro que passe pela Escola que o seu educando frequentou e deixe lá os livros; eles saberão a quem os ceder, pois há famílias que não são abrangidas pelo subsídio escolar e ainda assim têm imensas dificuldades em adquirir os manuais.